terça-feira, 11 de outubro de 2011

Das vontades

Eu já escrevi mais. Mais e melhor. Naquele tempo, em que o Jornalismo tava lá longe e que ter um gravador nas mãos parecia coisa de gente muito importante, eu abria uma página e pá-pum. Umas letras, algumas palavras e vários pontos e vírgulas me ajudavam a colocar aqui um pouco do que eu queria - seja bom ou ruim.
Agora olha só, essa é a primeira vez que venho aqui desde julho. Claro que hoje as coisas são muito mais corridas do que há uns anos, mas o que eu queria saber mesmo é o que aconteceu com a vontade. Aquela coisa de querer escrever qualquer coisa a qualquer custo e sentir até um certo alívio depois que alguma sai. Na verdade, além de todo o tempo passado e tudo mais, acho que tá tudo meio perdido no meio dos artigos, dos seminários, dos releases...
E olha, muita coisa aconteceu desde a minha última vez aqui. Algumas boas, outras ruins, muitas surpreendentes. E era exatamente essas mudanças que um dia já me motivaram a escrever mais, a usar mesmo que um pedacinho de papel para anotar uma ou outra bobagem que um dia seria mais elaborada e ocuparia um espaço aqui. Ô vontade de ter vontade de novo...
Mas eu não acho que seja o fim do túnel, não. Afinal de contas, vontade também depende da gente, do nosso próprio esforço e coisa e tal. Então estamos aí, na vontade da vontade, buscando transformar todas essas mudanças - tanto boas quanto ruins - em um conjunto mais interessante do que esse blábláblá aleatório aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2011

There's a light...

Deu vontade de vir aqui e falar um monte, usar pra ser desabafo mesmo. E olha, eu bem poderia fazer um daqueles posts que todo mundo se relaciona um pouco, falando um pouco de tudo e muito do nada, banalizando mesmo e tentando colocar aqui um pouco do que anda acontecendo. Mas né, não vai rolar.
Ando meio revoltada com o tempo e com o tempo que ele leva pra agir (deu pra entender? haha). Acontece que tudo vem de uma maneira muito engraçada, e na maioria das vezes o tempo é uma grande vadia mesmo. Essa coisa que não passa ou vai rápido demais, e quando a gente se dá conta, percebe que nunca estamos no ponto em que queríamos estar. E eu ando assim. Uma hora querendo o ontem, outra hora querendo muito o amanhã.
E é aí que aparece aquele buraco no peito que quer dizer alguma coisa que a gente não entende o que é - e dá medo. Um aperto que indica um caminho contrário de tudo o que você fez até hoje, cheio de complicações, mas que vem com uma luzinha no final que chama muita atenção, e dá muita vontade.
De vez em quando vem esse desejo pra que ela chegue logo. Afinal de contas, em todas as histórias do mundo é nesse "fim do túnel" que vem a solução linda e mágica para todos os problemas. E mesmo que eu não seja muito do time das que sonham acordadas, é nessa luzinha que eu ando me agarrando, contando os dias pra ela chegar de uma vez, logo com um abraço quentinho e um sorriso no rosto.

Now everything's cool as long as I'm gettin' thinner