segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vai entender

Hoje eu fui comprar meu presente de Natal super atrasado e percebi que sou dessas que sai comprando o presente de todo mundo e deixa o seu por último, uma coisa meio Poliana feelings. Vai entender.
Mas o caso é que entrei na loja com a intenção de comprar uma sandália bonita pra combinar com o vestido que ganhei da vovó, e o pensamento tava todo no saltão. Experimenta daqui, experimenta de lá, não gostei de nada e saí da loja com um oxford. Sim, o oposto absoluto de um salto bafo. De novo, vai entender.
E daí que a ceia de Natal foi super recheada, com todas aquelas opções que é impossível comer tudo em uma refeição só. Então obviamente sobrou de tudo um pouco e no outro dia eu resolvi, finalmente, dar uma chance ao tender com molho de mel, que só de olhar eu já soltei um "eca mãe". Afinal de contas, pra mim, misturar doce com salgado não é coisa de Deus, não. E não é que o negócio realmente funciona e o gosto é muito dos bons? Aleluia o agridoce deu certo. 
E como já deu pra perceber, esse é um post bem dos inúteis, só pra mostrar que ainda vivo. E pra desejar a todo mundo um 2011 massa e que acabe com todas as memórias ruins de 2010, um ano com passagens super esquecíveis. Aproveitem bem o tempo livre e que tudo de bom aconteça pra gente no ano que vem!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A profissão do futuro

"-É época de vestibular e todo programa tem uma matéria sobre as melhores profissões e o que buscar no futuro. O engraçado disso é que nunca citam o Jornalismo como uma 'profissão do futuro'; parece até que já acabou e o que nos espera não é nada satisfatório."

Tô no final do segundo ano de Jornalismo e já tive minhas crises. Em uma delas, ainda esse ano, cheguei a avisar todos os meus amigos que ia embora e fui pra casa chorando dizendo para os meus pais que queria largar tudo e prestar vestibular - sabe lá pra quê. Precisei de uma boa conversa e de uns dias de calma pra respirar fundo e conseguir me lembrar de tudo que me fez chegar até aqui, e do quão difícil foi.
Ser jornalista não é brincadeira, e olha que eu nem sou ainda. Em dois anos já ouvi muito desaforo, telefone batendo na minha cara e risadinhas de "ah, mas nem diploma você vai ter". As ofensas já vieram até dos meus amigos mais próximos, sempre naquele tom de brincadeira com um fundinho de verdade. Já fiz matérias sobre assuntos que eu odiava e não entendia a mínima, já levei bolo em transmissão ao vivo e já tive que virar uma reportagem de três minutos com entrevistado que só respondia "ahan". Tudo isso pelo bem maior.
Acontece que esse bem maior é complicado, e essa rotina entre tapas e beijos com o Jornalismo cansa. Chega uma hora que você tem que parar, se olhar no espelho e decidir, de uma vez por todas, se é isso ou não. E se não for, meu amigo, corre enquanto ainda dá tempo. Só que pra quem continua, a história guarda algumas das melhores experiências da sua vida.
Meus momentos bons aqui são bem maiores do que os ruins. Aquela coisa de chegar em casa super cansada mas sabendo que colocou um programa lindo no ar (mesmo que, no nosso caso, poucas pessoas tenham ouvido). Saber que meros trabalhos de faculdade tem uma importância maior ao ouvir de alguém na rua um "muito obrigada" ou um "nossa, a gente tava precisando mesmo que falassem sobre isso". Ou ainda aquela coisa de receber um elogio inusitado de alguém que leu um texto seu, como já aconteceu na época do Tudo de Blog. Sem contar o prazer da curiosidade saciada ao saber de tudo com antecedência. Pequenas coisas que não fariam diferença na vida de muita gente, mas que pra você valeu a pena.
Eu sei que vai ser difícil - e muito. Mas o meu negativismo já ficou pra trás, junto com as lágrimas e as tardes procurando algum curso que me faria mais feliz. Eu sei que morrer de fome eu não vou, e muito menos perder Natal pra ficar em redação. Posso até não ter uma rotina como família de comercial de margarina, mas isso quem vai decidir sou eu baseada nas escolhas que eu fizer. O caminho tá aí, tô começando agora e não tem motivo nenhum pra eu começar a choramingar por antecedência. No final das contas, ser jornalista pode até não ser uma profissão adequada para o futuro de muita gente, mas pra mim é.